Estrias

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     As estrias são uma atrofia da pele adquirida, de aspecto linear, algo sinuosas, de um ou mais milímetros de largura, a princípio avermelhadas, depois esbranquiçadas e abrilhantadas (nacaradas). Raras ou numerosas, dispõem-se paralelamente umas às outras e perpendicularmente às linhas de tração da pele, indicando um desequilíbrio elástico localizado. Apresentam um caráter de bilateralidade, isto é, existe uma tendência das estrias distribuírem-se simetricamente em ambos os lados.

     São frequentemente observadas em indivíduos obesos, durante a gestação (principalmente no último trimestre), nas síndromes de Cushing e de Marfan, com o uso tópico ou sistêmico de esteróides (cortisona ou ACTH), nos tumores da supra-renal, infecções agudas e debilitantes (febre tifóide, febre reumática, tuberculose, AIDS, lupus), atividade física vigorosa (musculação), estresse, ou em outras condições.

Há fortes evidências científicas de que o aparecimento de estrias na pele seja multifatorial, e que além dos fatores endocrinológicos e mecânicos, existe uma predisposição genética e familiar.

     As estrias são encontradas em ambos os sexos, com predominância no feminino, principalmente a partir da adolescência. Quanto à localização, pode-se observar uma incidência maior nas regiões que apresentam alterações teciduais como glúteos, mamas, abdômen, coxas, região lombossacral (comum em homens), podendo ocorrer também em regiões pouco comuns como fossa poplítea (atrás dos joelhos), tórax, região ilíaca, antebraço e porção anterior dos cotovelos.

     A abordagem terapêutica consiste em estimular a regeneração da pele atrófica. O tratamento unilateral é interessante, uma vez que o paciente e o terapeuta têm dessa forma como acompanhar a evolução do resultado.

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